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A Apple seria uma religião?

Apresentação S. Jobs


Em seu livro “A lógica do Consumo”, Martin Lindstrom, guru do marketing, equipara a mensagem da Apple com as ideias poderosas que instigam as grandes religiões. Ambas recorrem a uma visão comum e um inimigo específico.

“A maioria das religiões possui uma visão clara”, escreve Lindstrom, “com isso quero dizer que elas são inequívocas em suas missões, quer seja para alcançar um certo estado de graça, quer para alcançar um objetivo espiritual”. E, é claro, a maioria das empresas também possui missões inequívocas. A visão de Steve Jobs remonta a meados da década de 1980, quando ele disse: “O homem é criador da mudança nesse mundo. Como tal, ele deve estar acima dos sistemas e das estruturas, e não subordinado a elas”. Vinte anos e alguns milhões de iPods depois, a empresa ainda se orienta por essa visão.

De acordo com Lindstrom, que passou anos estudando as características das marcas duradouras, religiões e marcas, como a Apple, apresentam outra característica em comum: a ideia de conquistar um inimigo compartilhado. ” Ter um inimigo identificável nos dá a oportunidade não só de enunciar e exibir nossa fé, mas também de nos unir com nossos fieis. Essa estratégia de nós contra eles atrai adeptos, estimula controvérsias e cria lealdades, fazendo-lhes pensar, discutir e, é claro, comprar.

Ele vai me devorar?

A definição do antagonista desde o inicio é fundamental para a persuasão, pois nossos cérebros precisam de uma gaveta – uma categoria – para colocar uma nova ideia. Pense sobre isso do seguinte modo: seu cérebro implora o significado antes dos detalhes. Para o pesquisador cientifico John Medina, nossos cérebros foram moldados para enxergar o quadro geral. Segundo ele, quando o homem primitivo viu um tigre com dentes pontiagudos, ele se perguntou: “Ele vai me devorar?” e não “Quantos dentes ele tem?”

O antagonista dá à sua plateia o quadro geral. “Não comece com os detalhes. Comece com as ideias principais e, de forma hierárquica, molde os detalhes em torno dessas noções mais abrangentes”, escreve Medina, em seu livro Brain rules. Nas apresentações comece com o quadro geral (o problema) antes de fornecer os detalhes (sua solução).

Carmine Gallo no livro “Faça como Steve Jobs”

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