Captação de Recursos – Noções Básicas


Noções Básicas:

No esforço em desempenhar bem a nossa tarefa, valerá a pena perguntar a nós mesmos, à nossa comunidade e à nossa entidade quem somos, o que queremos ser, quais são os nossos objetivos, quem são os nossos clientes, em que acreditamos, o contexto onde estamos inseridos, as nossas oportunidades e ameaças, quais métodos e técnicas poderão ajudar-nos, quais os recursos necessários e como obtê-los.

Dudley Hafner (vice presidente da American Heart Association)

“Duas coisas são muito importantes, para mim. Em primeiro lugar, campanhas como a da American Heart Association, do Exército de Salvação ou das Girl Scouts permitem o envolvimento das pessoas e isso é importante porque elas tornam-se defensoras da organização e da missão. A outra coisa a respeito dos Estados Unidos, em minha opinião, é o fato da doação caritativa ser uma força na liberdade democrática, tanto quanto o direito de reunir-se , de votar ou da livre imprensa. A doação é outra forma de expressão muito vigorosa. Uma pessoa pagadora de impostos não considera-se envolvida no programa de bem estar social. Mas, quando ela envolve-se em uma atividade do Exército de Salvação ou no programa das Visiting Nurses é para valer. Ela envolve-se espiritual e monetariamente. Isso faz diferença. ( Em Drucker, Peter – Administração de Organizações Sem Fins Lucrativos Princípios e Práticas)

A doação é uma necessidade psicológica do ser humano. Uma pessoa sem a experiência da doação será carente, menor e tenderá ao desequilíbrio.

Se quisermos existir como organizações responsáveis e com a consciência do nosso papel na comunidade será necessário planejar e implementar nossas ações tendo em vista a necessidade das pessoas em nossa volta e, a partir daí, desenvolver um programa de ações comprometido com a cidadania.

Assim como o voto, a liberdade de reunião e a liberdade de expressão a doação precisa ser exercida voluntariamente a fim de permitir ao doador desenvolver a responsabilidade social de forma voluntária e pessoal. As contribuições compulsórias são alienantes e não tem força para educar. Conseguem, no máximo, domesticar as massas condicionando-as como os animais irracionais.

As organizações que privilegiam doações oriundas de fontes empresariais, públicas ou privadas, roubam das pessoas a possibilidade de participar da mudança social das pessoas de uma cidade ou de um país.

Uma noção clara das ações de mercado dentro do Mercado Social será essencial e não opcional. Mas a utilidade disso será profissional, sempre.

Antes de entrarmos na questão do desenvolvimento propriamente dito, faz-se necessário verificar qual a nossa noção de gestão. O desenvolvimento será possível quando for concebido na esteira de um projeto consistente e com a capacidade de contemplar as áreas específicas da boa administração.

As entidades sem fins lucrativos não são empresas. São organizações privadas com objetivos públicos. As empresas fornecem bens ou serviços e o governo exerce o papel de controle. O papel de uma empresa termina quando o cliente adquire um produto ou um serviço, paga por Buy Diflucan Online Pharmacy No Prescription Needed ele e sai satisfeito. A organização sem fins lucrativos não fornece bens ou serviços e não tem a função de controlar. Seu trabalho é dirigido ao ser humano. O resultado esperado é a modificação do estado social de pessoas, como um doente curado, uma criança, antes analfabeta e agora alfabetizada, pessoas com auto-estima e respeito próprio. Como diz Peter Drucker, “As instituições sem fins lucrativos são agentes de mudança humana.”

Ainda hoje, há uma forte resistência nas organizações brasileiras para gerenciar seus empreendimentos. Como elas não são empresas e não objetivam lucro, a tendência para caminhar sem um modelo administrativo acaba determinando os seus rumos.

Felizmente, tem havido mudanças significativas nesse conceito de organização não lucrativa e elas estão percebendo a necessidade de serem gerenciadas. Nesse sentido, elas desejam contar com pessoal treinado e qualificado para as ações propostas, pois o seu mercado começa a sinalizar-lhes, claramente, sobre a necessidade de enfrentar as tarefas com competência.

Nesse contexto mais exigente, surge a necessidade das organizações não lucrativas lançarem mão de modelos gerenciais estratégicos. A liderança começa com uma ou algumas pessoas detentoras de uma visão e sua primeira tarefa será conceber e determinar a “missão” e a seguir elaborar cada uma das partes de um bom planejamento estratégico.

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