Currículo ideal para o Terceiro Setor


Nossa, estamos mesmo vivendo dias pós modernos. Estava xeretando o site do congresso GIFE (http://congressogife.org.br/2014/) acontecendo de hoje até sexta-feira, ) no, nada mais nada menos, , com setenta (70) palestrantes confirmado, o que sugere a possibilidade de haver mais ainda e toda essa gente com um currículo escolar de fazer babar até quem não tem boca. Os brasileiros, inclusive, com muito mais pedigree do que os internacionais. Meu, os caras não tão de brincadeira, é Columbia pra lá, Harvard pra cá, USP, PUC e GV são cavalos azarões. Se eu aparecesse por lá, precisaria levar meu kit engraxate pra limpar os sapatos dessa gente, no máximo. Incrível também, perceber que advogados e administradores estão desbancando as psicólogas e assistentes sociais das cadeiras mais confortáveis nas ONGs, aliás confesso que isso até me causa certo prazer. Lembro quando era diretor de creche (desculpe a pobreza) na Prefeitura de São Paulo e elas me humilhavam por se acharem as tais. Acredita?

Lá pros idos de 1997/98 profetizei, em alguma das espeluncas onde palestrei, que haveria um êxodo perigoso dos outros setores para o terceiro setor, assim que o pessoal começasse a se dar conta do mercado existente nas hostes meritórias. O Luiz Carlos Merege também previu isso quando fiz aquele curso meia boca lá na GV e não aprendi nada de novo. A Célia Cruz também tem culpa no cartório, pois em 94 concedeu entrevista ao estadão e cantou alto que o terceiro setor precisava se profissionalizar. Deu nisso aí.

A questão ou a pergunta que não quer calar é: Esses caras fazem algo com todo esse currículo que os precede? Boa pergunta meu… caro.

Sei não. Como diria o Ken Robinson (vídeo abaixo) o melhor que todas essas escolas fazem é acabar com a criatividade do pessoal. Depois delas, não surgiu nenhum Bach, Bethoven, Sócrates, Platão, Aristósteles, Kierkegaard, Pascal, Van Ghogue, Hambrand, Renoir, Monet, Rembrandt e nos nossos dias, apesar delas, gente como Jobs, Gates, Zuckerberg, etc, todos fugitivos dos bancos dessas casas de horrores, mas com suas criatividades e QIs, intactos. Nenhum deles jamais precisou nem de inteligência emocional, como gostaria outro acadêmico chamado David Colemam e seu livrinho chinfrim sobre o assunto.

Claro, não estamos preconizando a não escola ou universidade. Pro meu gosto, até prefiro ver o maior número possível de pessoas na escola, de preferência nos cursos e formação na área de humanas, onde residem os futuros perdedores da humanidade, depois dos esquecidos e dos sofredores. Embora haja muitos oriundos dessa área entre esses também. Desses é o Reino de Deus.

 

Se precisasse contratar alguns colaboradores para me ajudar a tocar algum projeto social, pouco ou nada me serviria alguém com currículo acadêmico, apenas. Importante seria encontrar gente como meu amigo Paulo Brabo descreveu Jesus de Nazaré, o melhor filantropo que já andou por essa terra de Deus (falo do planeta, é claro), ou seja, gente interessada em “cumprir a missão maior de não impedir o iminente Reino de Deus, gente que deveria representar uma reformulação intransigente e universal do espírito humano à revolução da beleza, cavalheirismo e graça, atributos capazes de evitar todas as armadilhas dos sistemas de poder e de manipulação que governam este mundo. Assim escreveu em seu brilhante livro ‘As Divinas Gerações'”.

Nesse caso, o currículo acadêmico até poderia ficar em segundo plano ou descartado. Fora isso, me encantaria trabalhar com gente capaz de trazer-me soluções, nunca problemas. Pouco me interessa gente afeita ao discurso. Tenho até medo de gente que fala bem, esses caras têm poder diabólico em suas palavras e se ouvi-los posso ser convencido a fazer alguma coisa da qual me arrependerei depois. Como Jesus, não queremos deixar como herança um discurso, coisa que pouco ou nada ajudará quem precisa, o Brabo também nos ensina isso.

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