LHM Academy

Curso Grátis aos interessados em trabalhar no Terceiro Setor em marketing e administração

20-02-2018

Interior de Moçambique

Moçambique – 1981 com Open Doors Mission

Incrível o tamanho do contingente disponível de “mão de obra” para trabalhar no Terceiro Setor.

Não faz muito tempo o começo do bum de cursos e formações para futuros administradores e marqueteiros desse setor. Acho que começou na metade da década de noventa (Final do Século XX) com a Profª Célia Cruz.

Ela fez uma pós graduação no ramo, lá no Canadá (País onde graça a desgraça, com milhões de indigentes pelas ruas, de fazer-nos ter vergonha de nossa vergonha, pois sim…), casou com seu orientador de tese (salvo engano) e voltou para o Brasil, onde arrumou uma vaga na FGVSP, para trabalhar com o tema.

Depois a Profª Célia conseguiu inserir um Press Reliese no Estadão e pimba, estartou a coisa toda, em 1994. Acho que ainda tenho esse artigo do estadão em algum lugar lá no porão…ou seria no sótão? Nesse texto, ela chamou a atenção para a migração do pessoal do segundo setor na direção do terceiro, sem o devido treinamento. Claro, estava puxando sardinha para sua própria brasa.

Eu mesmo, tratei de achar um patrocinador (isso é comum para quem trabalha no setor) e fui fazer o curso da Célia Cruz e outros desconhecidos na GV, em 1997.

Foi algo surreal para mim, discípulo do Dr. Dale Walter Kietzman, nessa área, nos Estados Unidos. Só de experiência, ele trabalhou dezenove anos na Wicliffe (depois virou Novas Tribos), aí pelos rincões das tribos indígenas brasileiras. Ajudou a organizar a Open Doors e influenciou mais de cem ongs mundo afora.

Pessoalmente, andei organizando uns cursos, naquela época. Também trabalhei na Open Doors Mission, onde conheci o Dr. Dale.

Lá o trabalho era, somente, entregar bíblias de graça a quem não tinha como adquirir uma, sobretudo nos países onde não havia liberdade religiosa e muito menos grana para comprar uma.

Naquele tempo, o problema era imenso na chamada Cortina de Ferro, China, Laos, Cambodja, Vietnan, Coréia, Albânia, Cuba, etc.

Os caras lá na Missão Portas Abertas, aqui no Brasil, perderam o segredo e passaram a fazer como todos fazem.

Outra experiência foi dirigir creches diretas da prefeitura na periferia de São Paulo. Não me deixaram falar a respeito por lá. Eles achavam estranho um professor de Educação Física dirigindo uma Creche e muito menos, ensinando o segredo.

Depois disso, enfrentei várias outras experiências, a maioria em favor de crianças em situação de alto risco, mas também experimentei o trabalho de recuperação de adolescentes e adultos adictos em drogas e álcool, durante um ano, dirigindo um trabalho com esse objetivo, em uma fazenda lá pros lados de Piedade – SP, com crianças da cidade de São Paulo.

O fato sempre é “achar” cujos os tais “gestores” não detém o segredo e outros.

Com exceção da Open Doors e da Prefeitura de SP, era voluntário e, obviamente, sem qualquer registro empregatício e, muito menos, os devidos direitos.

Essa é uma dica para quem ainda sonha em trabalhar nessa área, você precisará pensar bem se quer mesmo ser um voluntário.

No curso da Profª Célia e nos meus (quando eu ainda fazia isso) nós nunca ensinamos como se defender no caso de trabalho voluntário (mais de 90% na realidade do Terceiro Setor).

Resultado, agora (em idade de aposentadoria) recebo um salário mínimo de ajuda ao idoso, do governo. Os caras poderiam, ao menos, colocar um nome mais digno no trem, tipo, Esmola a um ex-voluntário do Terceiro Setor.

De lá para cá, surgiram muitos cursos para interessados em trabalharem no Terceiro Setor sendo uma grandeza incalculável.

Hoje, o contingente de desempregados do Terceiro Setor (e a maioria nunca conseguiu uma única experiência, até hoje, se não me engano) é de uma grandiosidade só perdendo para os desempregados vivendo do Bolsa Família, sendo eles também, sócios do BF., na maioria.

Você deve estar pensando apesar dos milhares e milhares de sofredores vistos pelas ruas, favelas (digo, comunidades). Isso sem mencionar a situação nos estados ao norte, só comparável à miséria da África inteira, se não for maior, haja espaço para todo esse contingente trabalhar em favor desses desfavorecidos.

Dificilmente, diria. Eles não estão preparados para tanto e muito menos dispostos a ser “voluntários”. Claro, estou mencionando só a fatia social do Terceiro Setor, também engloba saúde, educação, cultura e esportes, embora a maioria não saiba disso.

Conseguiram alguma chance no Terceiro Setor, dentre todos os formados para tanto, mais de 95%, só fizeram cáca. Pudera, aprenderam com quem nunca colocou as mãos na massa. Pior é a frustração causando nas pessoas, depois saíram, e agora estão lotando as clínicas públicas psiquiatras para tentar recuperar a sanidade.

Se você ainda deseja fazer o curso, depois de ler esse post, então faça seu cadastro e na primeira oportunidade, lhe enviaremos o convite para participar do nosso curso.

Só estou aguardando o fim do Pandemia da hora. Outra enrolação estranha. Fiquem de olho por aqui para saber quando será.

 

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