O Futuro das ONGs honestas em um mundo de ONGs desonestas


Antes de mais nada, é preciso separar o trigo do joio e, nessa tarefa, encontrar uma primeira sugestão para resolver o problema.

Não canso de repetir o fato de que “ONG”, por definição, é uma Organização Não Governamental, ou seja, uma ONG é uma organização privada que pretende realizar serviços públicos.

A principal razão da existência dessas organizações é justamente ocupar um espaço e obrigação que deveria ser do estado, mas que o serviço público estatal não assume, seja porque não pode, não quer ou não é capaz de fazê-lo, causa mais provável.

Nos últimos anos, temos assistido a uma enxurrada de noticias sobre desvios de dinheiro do poder público através de organizações sem fins lucrativos, que a mídia insiste em chamar de ONGs. Políticos corruptos de todos os níveis (municipal, estadual e federal) canalizam (ou ajudam a fazê-lo) verbas para essas instituições, via projetos específicos e recebem uma porcentagem por esse trabalho, quando não ficam com 100 %. Alguns deles, se não muitos, chegam ao requinte de abrir organizações usando parentes e amigos como laranjas só para o fim de desvio de verbas, salvo engano.

Evidentemente, as organizações deixaram de ser ONGs no momento em que celebraram acordos para repasse de verbas com esferas governamentais, pois uma ONG não poderia fazê-lo, por definição e, consequentemente, isso não seria ético. Nesse caso poderíamos denominar essas instituições de outra forma, por exemplo: OAGs (Organizações Amantes do Governo) ou OCGs (Organizações Chupins do Governo), etc.

Um detalhe muito importante é que os políticos usam como argumento o fato de repassarem verbas para instituições privadas fazerem serviços (sociais, de saúde, educacionais, culturais, ambientais e esportivos) para promover aumentos de impostos, quando não os criam especificamente para esse fim. Se repassam, e/ou se essas organizações fazem mesmo o trabalho, isso será outra história.

O fato é que uma ONG de verdadeira jamais se prestará a celebrar acordos com qualquer empresa ou esfera governamental, por uma questão de bons princípios.

As empresas e as pessoas que desejarem um parâmetro seguro para decidir para qual ONG contribuir, poderão usar essa verdade como critério, ou seja, se tiver qualquer ligação com o estado, essa organização não receberá sua contribuição.

O argumento de que sem verbas estatais ou governamentais não é possível tocar os projetos de sua organização não lucrativa é um engano diabólico. As maiores e melhores ONGs são totalmente independentes dessas verbas.

Devido ao grande número de acontecimentos envolvendo essa prática espúria de desvio de dinheiro via organizações não lucrativas chamadas equivocadamente de ONGs, todas as organizações caíram em descrédito, independentemente de serem ou não culpadas. A única forma de resgatar a imagem de sua ONG é romper com o governo radicalmente.

Esse é o futuro das ONGs honestas e, portanto, confiáveis.

Se desejar saber como é possível tornar sua ONG verdadeiramente não governamental e independente, entre em contato comigo e terei o maior prazer em mostrar como.

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