O pecado das igrejas e ongs

Lou Mello
Lou Mello

Leio muitos blogs por aí, além de mensagens frequentes nas chamadas mídias sociais com destaque para o Facebook e o Twitter, falando sobre a má gestão de verbas por parte de igrejas, agências missionárias e ONGs.

Difícil encontrar algum texto positivo, ou seja trazendo alguma sugestão ou ensinamento a respeito. Pra começar, criou-se uma cultura contrária às doações, como se doar fosse pecado. Deixando a inocência de lado, o alvo principal eram as igrejas evangélicas (em particular as chamadas neopentecostais) e depois as ONGs, que cresceram rápido, chegando a ocupar posições inesperadas na corrida do ouro, digo do sucesso financeiro.

A maior culpada desse fenômeno, a meu ver, foi a IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) que acabou gerando outras filhotinhas pelo processo de imitação, que não conseguiu ficar na moita, portando-se como igreja, apenas e saiu a campo comprando TVs, rádios e outros meios de comunicação.

A maior empresa de Rádio e TV do país, comeu o pão que o diabo amassou para chegar ao primeiro lugar e exercer certo monopólio nessa área. Parece, segundo dizem, que precisaram aceitar dinheiro “sujo” proveniente do governo militar e sujeitar-se às suas exigências nada lisonjeiras, durante certo período. Depois dobraram-se de quatro diante de investidores norte-americanos, além de “serem obrigados” a fazer outras alianças nada inocentes com todos os governos que se seguiram, para manter suas contas mais ou menos em dia. Provavelmente essa rede não se sente nada confortável com as incursões de Macedo e seus pares, sem que eles tenham que pagar o preço que foram obrigados a pagar. Se bem que Macedo também partiu para abocanhar sua parcela de ajuda governamental, ao longo do caminho. Só estou mencionando o que circulou por aí.

Mas meu ponto aqui é outro. Uma de minhas capacidades inclui justamente a tarefa de planejar, organizar e administrar o marketing desse segmento empresarial. Tornei-me, principalmente, especialista em captação de recursos por marketing direto. Sim, porque embora sejam chamadas equivocadamente de não lucrativas, elas prescindem de boa administração profissional.

No caso das organizações ligadas à igreja, sejam igrejas, agências, ONGs, hospitais, escolas, clubes, etc,, aprendi que o item crenças e valores de seus planejamentos estratégicos deveriam obrigatoriamente incluir a obrigação de pautar suas ações (sobretudo as administrativas) pelos ditames éticos e bíblicos, sempre.

Talvez esse tenha sido o grande problema de Edir, desde o começo. Mas não posso culpa-lo se ele nunca foi orientado corretamente. Pelo andar da carruagem, não foi mesmo.

Em mais de 25 anos de trabalho consultivo, sempre orientei os meus clientes, religiosos ou não, do terceiro setor a conduzirem seus negócios financeiros de forma ética e aos ligados às igrejas, de forma ética e bíblica. Com o tempo, a minha clientela tendeu a diminuir, devido à oferta de “dinheiro barato”, originado pelo governo e pelas empresas. Um grande engano, porque essas duas instituições nunca dão ponto sem nó e quem se prende a contrato com eles, está fazendo algo parecido como um pacto com o diabo.

A boa notícia é, primeiro, não é pecado arrecadar doações para manter a igreja e os trabalhos destinados às questões sociais e religiosas. Segundo, é possível fazê-lo de forma ética e bíblica, sem precisar cair nas tentações propostas pelo capeta e seus amigos.

Meu nome é Lou Mello, sou consultor com larga experiência e competência para as organizações sem fins lucrativos.

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